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Agências digitais ganham código de conduta eleitoral

11 ago 16
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A Associação Brasileira dos Agentes Digitais lançou nesta quarta-feira (10) um Código de Conduta, com informações e recomendações às empresas associadas, sobre como agir nas redes durante o período das campanhas eleitorais.

 

O material foi elaborado pelo Comitê de Marketing Político, sob liderança de Alexandre Secco. Segundo a ABRADI, o código tem como finalidade nortear aqueles que pretendem trabalhar nas campanhas eleitorais de 2016 e posicionar a entidade diante do complexo e sensível tema que vem dominando o noticiário nos últimos meses.

 

O material está disponível para download em http://www.abradi.com.br/conteudo/e-books/. Mas Marqueteiros antecipa abaixo o conteúdo:

 

 

CÓDIGO DE CONDUTA EM CAMPANHAS ELEITORAIS

 

Valores

 

A ABRADi acredita que:

 

  • a Internet permite que todos os seres humanos se manifestem, facilitando a pluralidade de vozes da sociedade, observando o respeito às opiniões contrárias;

 

  • a Internet é de todos e para todos, sem exceção de raça, gênero, situação econômica, localização geográfica, orientação sexual, ideológica, religiosa ou partidária, e deve ser acessível aos portadores de deficiência;

 

  • a Internet é de todos, desde que seja respeitado o ordenamento jurídico brasileiro, observando a importância do Marco Civil da Internet e a legislação eleitoral vigente;

 

  • a Internet amplia a transparência, facilita o acesso a dados, permite maior interação entre os candidatos e os eleitores e agiliza checagens, instrumentalizando a sociedade na fiscalização do poder, dos políticos, dos candidatos e demais envolvidos no processo eleitoral;

 

  • a Internet é uma das principais ferramentas de fortalecimento e consolidação da democracia.

 

 

Conduta

 

A ABRADi recomenda às empresas associadas:

 

  • adotar como prática diária o conhecimento e cumprimento da legislação que regula o trabalho digital para campanhas eleitorais;

 

  • trabalhar na construção de um ambiente propositivo, auxiliando os candidatos no uso dos melhores recursos digitais e tecnológicos;

 

  • zelar pelas informações que lhes foram confiadas sob sigilo, bem como adotar mecanismos de proteção e controle de guarda e vazamento de informações junto aos profissionais da equipe de campanha;

 

  • utilizar ferramentas atualizadas que previnam ataques hackers, invasões e fishing, bem como não fazer hacking, invasões ou fishing ao adversário;

 

  • trabalhar com ferramentas e provedores que garantam a integridade dos dados armazenados;

 

  • comportar-se na campanha eleitoral com os mesmos valores que na atividade empresarial: respeito aos direitos autorais, direitos trabalhistas, direitos de propriedade intelectual, softwares e hardwares legalizados;

 

  • levar em conta que campanhas digitais eleitorais são atividades complexas e multidisciplinares que exigem especialistas em todas as áreas de tecnologia, segurança, comunicação e direito;

 

  • lembrar que SPAMs de SMS, WhatsApp e e-mail marketing são práticas desleais, injustas e ilegais; portanto, não fazer, não deixar fazer, nem se omitir;

 

  • não divulgar fotos, declarações, dados e perfis falsos ou stalking, envenenam a campanha e o ambiente político da disputa e colocam em risco a reputação da empresa. Ataques e atitudes digitalmente criminosos podem ser rastreados e responsabilizados perante a Justiça.

 

 

Fonte: Proxxima / Meio & Mensagem

 

Foto: ufv.br

 

 

 

Jornalistas, publicitários e especialistas em comunicação política trazem informação e análise para o debate público da atividade.

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