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Os 158 superdoadores da campanha nos Estados Unidos

29 fev 16
Perfil

Nicholas Confessore, Sarah Cohen e Karen Yourish relatam:

 

Eles são majoritariamente brancos, ricos, maduros e do sexo masculino. Isso numa nação que está sendo redesenhada pelos jovens, pelas mulheres, pelos negros e pelos latinos que se espalham pelo país. Ao contrário destes, eles se concentram em arquipélagos de riqueza e vizinhanças exclusivas em poucas metrópoles e cidades médias. E, paradoxalmente, numa economia que apesar de ter sempre produzido bilionários em todo tipo de indústrias, a maioria construiu suas fortunas a partir de apenas duas: Finanças e Energia.

 

Agora eles estão despejando seu rico dinheiro na arena política, fornecendo quase metade do capital inicial levantado para apoiar candidatos presidenciais democratas e republicanos. Apenas 158 famílias e as companhias controladas por elas contribuíram com US$ 176 milhões na primeira fase da campanha presidencial, segundo investigação do The New York Times. Nunca, desde antes do caso Watergate, tão poucas pessoas e corporações contribuíam com tanto dinheiro nas fases iniciais da campanha, na maioria dos casos legalizada pela Suprema Corte em 2010.

 

As fortunas desses doadores refletem o crescimento da composição da elite econômica do país. Relativamente poucos atuam nas corporações tradicionais, pertencem a dinastias ou herdaram a riqueza. A maioria é constituída de empreendedores agressivos, com um pantagruélico apetite pelos ganhos gigantescos advindos do alto risco nos negócios em que se envolvem: fundos de hedge em Nova York, compra de empresas de petróleo subvalorizadas no Texas, investimentos em blockbusters de Hollywood.

 

Mais de uma dúzia de elementos dessa elite de doadores de campanha nasceu fora dos EUA, emigrando de países como Cuba, da ex-União Soviética, do Paquistão, da Índia e de Israel.

 

Mas, independentemente do tipo de indústria a que estejam ligados, a maioria absoluta dos doadores para as campanhas presidenciais é composta por direitistas, contribuindo com dezenas de milhões de dólares para apoiar candidatos do Partido Republicano, que prometem remover regulações, reduzir impostos sobre rendas, lucro financeiro e heranças, além do encolhimento acentuado de programas sociais.

 

A lógica desses apoiadores é a de que, ao mesmo tempo em que tais medidas protegeriam sua própria riqueza, elas seriam a maneira mais segura de promover o crescimento econômico e preservar um sistema que permitiria a outros prosperar da mesma maneira.

 

“Há um grande número de famílias neste país que construíram a própria fortuna e que sentem que o excesso de regulação coloca obstáculos para empresas menores”, disse Doug Deason, um investidor de Dallas cuja família aplicou US$ 5 milhões na campanha presidencial do Governador Rick Perry, do Texas e que agora, depois da desistência deste, está sendo cortejada por muitos do candidatos restantes. “Eles foram bem. Eles querem que outros também vão bem.”

 

Freio Financeiro Anti-Democratas

 

Ao concentrar os recursos financeiros, principalmente apoiando candidatos republicanos, os doadores estão também servindo como uma espécie freio financeiro contra as forças que empurram o eleitorado em direção ao Partido Democrata e suas políticas econômicas. Vale lembrar que dois terços dos americanos apoiam a aplicação de impostos mais altos a todos os que ganhem um milhão ou mais de dólares por ano, segundo pesquisa New York Times/CBS News de junho passado (2015).

 

Ao mesmo tempo, seis em cada dez são a favor de maior intervenção estatal para reduzir a distância entre ricos e pobres. De acordo com o Pew Research Center, perto de 70% são a favor de manter o sistema previdenciário (Social Security) e os benefícios do Medicare (Saúde Pública) do jeito que estão.

 

Os candidatos republicanos vêm se esforçando para melhorar sua imagem junto aos eleitores hispânicos, as mulheres e os afro-americanos. Mas, conforme a campanha avança, os republicanos permanecem longe de ultrapassar os democratas na exploração do mundo dos Super PAC’s. Ao contrário das próprias campanhas dos candidatos, esses comitês podem levantar recursos ilimitados de qualquer doador e acumulam o grosso do dinheiro captado na eleição.

 

As 158 famílias contribuíram, cada uma, com US$ 250 mil ou mais na campanha até 30 de julho de 2015, de acordo com dados da Comissão Eleitoral Federal, enquanto outras 200 famílias doaram mais de US$ 100 mil. Juntos, estes dois grupos contribuíram com bem mais que a metade do dinheiro na campanha presidencial, a vasta maioria apoiando os republicanos.

 

“O sistema de financiamento de campanhas é hoje uma forma de contrabalançar o jeito que os eleitores estão evoluindo e as políticas que eles esperam,” disse Ruy Teixeira, expert em demografia política na organização de esquerda Center for American Progress.

 

Como a maioria dos ultra ricos, a nova elite doadora para campanhas é profundamente discreta. Muito poucos daqueles contactados por nós quiseram falar sobre suas contribuições e suas visões políticas.

 

Grande parte das doações foram feitas a partir de endereços corporativos ou caixas postais. Ou ainda através de companhias limitadas ou trustes, aproveitando as oportunidades abertas pela Citizens United, que ofereceu às empresas bem mais espaço para gastar dinheiro em nome de candidatos.

 

Alguns doadores, por razões de privacidade ou planejamento de impostos, não aparecem como proprietários das casas onde moram, encobrindo os laços sociais e familiares que os ligam. Mas entrevistas e uma atenta revisão de documentos públicos, registros de eleitores, dados de empresas e informações da Comissão Eleitoral Federal revelam uma categoria à parte, distante da maior parte do país e ao mesmo tempo mesclada, geográfica, social e economicamente, entre si.

 

Quase todas as regiões onde eles habitam caberiam nos limites de Nova Orleans. Mas 1/5 da população dessas regiões é composta de minorias e praticamente ninguém é afro-americano. Seus residentes ganham quatro vezes e meia o salário do americano médio e, provavelmente, possuem duas vezes mais educação superior.

 

A maioria dessas famílias está concentrada em torno de apenas nove cidades. Muitos são vizinhos, vivendo próximos uns dos outros em bairros como Bel Air e Brentwood, em Los Angeles; River Oaks, um distrito de Houston (Texas), popular entre executivos de empresas de energia; ou Indian Creek Village, uma ilha privada perto de Miami, que possui uma força de segurança privada cuidando de apenas 35 residências, em torno de um campo de golfe de 18 buracos.

 

Muitas vezes são patronos das mesmas orquestras sinfônicas, museus de arte ou programas de recuperação de estudantes. Eles são sócios nos negócios, aparentados e, às vezes, parceiros em jogos de poker.

 

Vivendo Próximos

 

Mais de 50 membros dessas famílias estão na lista de 400 bilionários da Forbes, apontando uma escala de riqueza contra a qual até mesmo contribuições políticas na casa do milhão de dólares podem parecer relativamente pequenas.

 

O bilionário Kenneth C. Griffin, participante de um fundo hedge de Chicago, por exemplo, ganha cerca de US$ 68,5 milhões (impostos já descontados), de acordo com registros feitos na corte de justiça por sua esposa, durante seu divórcio. Ele doou um total de US$ 300 mil a grupos de apoio a candidatos presidenciais republicanos. Pode parecer uma soma gigantesca, mas é o equivalente a apenas US$ 21,17 para uma família típica, de acordo com dados do Escritório de Orçamento do Congresso sobre receitas pós-impostos.

 

A riqueza das famílias doadoras reflete, em parte, o vasto crescimento do mercado financeiro e do boom do setor de óleo e gás, que ajudaram a transformar a economia americana em décadas recentes. Elas são também beneficiárias das forças políticas e econômicas que estão ampliando a desigualdade: como a parcela da riqueza nacional direcionada à classe média está encolhendo, estas famílias estão entre aquelas cuja parcela cresceu.

 

Finanças e Energia, Principalmente

 

Veja os principais doares de campanha, por setor de atividade:

 

Finanças: 64  (a maioria em fundos hedge, private equity e capitais para participações)

Energia e Recursos Naturais: 17 (a maioria em óleo e gás)

Setor Imobiliário e Construção Civil: 15

Midia e Entretenimento: 12  (magnatas de Hollywood como Steven Spielberg, J.J. Abrahams e Jeffrey Katzenberg)

Saúde: 12 ( incluindo Woody Johnson, dono do time de futebol americano New York Jets, cuja família fundou a Johnson & Johnson).

Tecnologia: 10

Transportes:  9 (transporte rodoviário, automóveis e linhas de cruzeiros marítimos)

Varejo e Indústria: 6

Alimentação, Bebidas e Agricultura:  5 (inclui citricultura, avicultura e magnatas do setor sucroalcooleiro)

Seguros: 3

Outros/Desconhecidos: 3

 

O acúmulo de riqueza tem sido particularmente rápido entre os membros da elite de Wall Street onde financistas que antes administravam o capital alheio cada vez mais tem o seu próprio. Desde 1979, segundo um estudo, 0,1% dos contribuintes americanos que trabalham no setor financeiro praticamente quintuplicou sua participação na renda nacional. Sessenta e quatro famílias fizeram fortuna no mercado financeiro, o maior percentual entre os super doadores de 2016.

 

Mas em vez de batalhar para galgar posições até o topo de organizações como Goldman Sachs ou Exxon, a maioria desses doadores é de empreendedores, estabelecendo empresas privadas com controle individual ou junto com sócios. No setor financeiro eles abriram fundos hedge ou formaram empresas de private equity ou de capital para participações, se beneficiando de isenções fiscais sobre ganhos de capital e, mais recentemente, da subida do mercado de ações e baixas taxas de juros.

 

Na área de energia, alguns eram prospectores de óleo tardios aproveitando-se das novas tecnologias para perfuração de poços e dos altos preços da energia, o que tornou economicamente rentável a exploração de xisto em Dokota do Norte, Ohio, Pensilvânia e Texas. Outros fizeram fortuna fornecendo oleodutos, caminhões e equipamentos para “fracking” nas formações de xisto.

 

Tanto em finanças quanto em energia, seus negócios, se bem sucedidos, têm potencial para gerar uma enorme quantidade de capital – ao contrário de setores em que a riqueza esteve atada a investimentos. Aqueles que se livraram de acionistas e conselhos de administração puderam ter as mãos livres para exercitar suas paixões político-partidárias.

 

Juntos, os dois setores contribuíram com mais a metade do dinheiro de doações entre as 158 famílias.

 

Tendência de “Self-Made Men”

 

“Quando eu olho para essas famílias, vejo que é gente muito bem sucedida, acostumada a mover montanhas e que adora subverter a sabedoria convencional” , afirmou David McCurdy, um ex-congressista de Oklahoma que atualmente preside a Associação Americana do Gás.

 

De fato, ao passo que grandes corporações cautelosamente se afastam dos Super PAC’s, a fim de evitar publicidade negativa relacionada a despesas ilimitadas de campanha, as famílias doadoras despejaram milhões de dólares no esforço de apoio a políticos.

 

Algumas chegam mesmo a apostar em candidaturas evitadas pelo establishment tradicional de doações. As três famílias que forneceram as maiores doações para a campanha até o momento – a família Wilks, do Texas, que fez fortuna fornecendo caminhões para os campos de xisto; os Mercers, de Nova York, liderada pelo investidor em fundos hedge; e Toby Neugebauer, um investidor em private equity nascido no Texas – apoiaram o senador texano Ted Cruz, ligado ao ultraconservador braço republicano Tea Party, movimento que é desdenhado pela liderança republicana.

 

“Fazer uma aposta grande em algo antes de todo mundo realmente reforça as coisas. Isso é o que o sucesso tem em comum entre Energia e Finanças”, disse Tim Philips, presidente da Americanos pela Prosperidade, um grupo de apoio conservador com ligações com Charles G. e David H. Koch.

 

Uma certa quantidade de famílias está relacionada a redes de doadores ideológicos que, tanto à direita como à esquerda, estão buscando redesenhar seus partidos políticos. Mais de uma dúzia de doadores ou membros de suas famílias tem se envolvido com os seminários bienais organizados pelos Kochs, cujas organizações pressionaram a Câmara de Comércio dos Estados Unidos e outros grupos de interesse a eliminar o Export-Import Bank.

 

Entre eles incluem-se o Sr. Deason e sua esposa; o corretor Charles Schwab, cuja esposa, Helen, está entre os doadores; e Karen Buchwald Wright, cuja empresa da família produz compressores usados na indústria de gás natural.

 

“A maioria das pessoas que frequentam os seminários dos Koch é constituída de empreendedores que fizeram seus negócios do nada”, disse Deason, que afirmou apoiar a retirada dos subsídios corporativos e de bem-estar, incluídos aí aqueles que recaiam sobre seus próprios investimentos.

 

Outro grupo de famílias, incluindo a do investidor em fundos hedge George Soros e seu filho Jonathan, têm bom relacionamento com a Aliança da Democracia, uma rede de doadores que vem pressionando o Partido Democrata na questão da legislação sobre as mudanças climáticas e da consequente taxação progressiva. Estes doadores, muitos provenientes de Hollywood e Wall Street, investiram milhões de dólares para apoiar Hillary Clinton.

 

As famílias doadoras fazem isso, até certo ponto, por causa de laços pessoais, regionais e profissionais com os candidatos. O pai de Jeb Bush, o ex-presidente George Bush, ganhou dinheiro no negócio de petróleo enquanto o próprio Jeb juntou milhões em Wall Street. Alguns dos candidatos mais populares entre os doadores ultrarricos também exerceram cargos eletivos na Flórida e no Texas, dois estados onde vivem muitas das famílias afluentes da lista.

 

Mas as doações, num sentido mais amplo, refletem os marcos políticos deste ano para as famílias e os negócios que, de modo mais agressivo, tiraram vantagem do Citizens United, particularmente nos campos das finanças e da energia.

 

A administração Obama, os congressistas democratas e até mesmo Jeb Bush vêm clamando por um aumento das regulações tributárias, capazes de submeter muitas firmas de capital para participações e de private equity a níveis mais altos de tributação sobre empresas e investimentos. Os fundos hedge, que historicamente sempre foram muito pouco regulamentados, são vinculados às novas regras pelas regulamentações Dodd-Frank, que inúmeros candidatos republicanos prometeram reduzir e Hillary prometeu defender.

 

E, ao passo que o boom do xisto gerou novas fortunas, ele também produziu um excedente de petróleo que está, hoje, contribuindo para a redução dos preços. A maioria da indústria do petróleo é favorável à suspensão do embargo de 40 anos à exportação de petróleo, o que daria aos produtores domésticos acesso a novos clientes mundo a fora e aprovação ao controverso oleoduto Keystone XL.

 

“Eles não querem nada do governo, exceto que eles desejam exportar petróleo e a maioria deseja o Oleoduto Keystone”,  disse T. Boone Pickens, o investidor e defensor do setor de gás natural, sobre seus colegas do segmento.

 

“Se você prestar bastante atenção à indústria de petróleo e gás, verá que ela fez maravilhas para o país. Eles pagam uma fortuna em impostos e as pessoas ainda nos atacam”, queixou-se Pickens, que já doou US$ 125 mil a grupos de apoio a Jeb Bush e Carly Fiorina. “Eles são empreendedores, e tem opinião sobre tudo.”

 

Os “Frackers”

 

O grande boom energético americano da década passada produziu uma onda de novos bilionários e multimilionários. Agora eles estão despejando dezenas de milhões de dólares na campanha presidencial, com os maiores valores indo quase exclusivamente para os republicanos e os seus “super PACs”.

 

Os doadores principais incluem Trevor Rees-Jones, que deixou uma carreira de advogado em Dallas e transformou uma poupança de US$ 4 mil em um império de energia, como dono da Chief Oil and Gas; Dan e Farris Wilks, oponentes do aborto cujos caminhões e equipamentos foram uma mina de ouro no boom de “fracking” do xisto; e Karen Buchwald Wright, a chefe da Ariel Corporation, um fabricante de compressores de gás de Ohio.

 

O “Velho” Negócio do Petróleo

 

As famílias tradicionalmente estabelecidas no negócio de petróleo do Texas estão também profundamente envolvidas na campanha. Descendentes do falecido player e especulador petroleiro H. L. Hunt – que, no passado, se pensava ser o homem mais rico da América – respondem por pelo menos US $ 2,3 milhões em doações, nesta campanha presidencial.

 

Fortuna, rixas e os vários casamentos de Hunt são a matéria prima da lenda. No final dos anos 70, dois de seus filhos supostamente tentaram monopolizar o mercado de prata e alguns dizem que os Hunts inspiraram a clássica série de TV “Dallas”.

 

Pelo menos três de seus descendentes seguiram o seu caminho na política republicana, na campanha de 2016. Entre eles está Ray Lee Hunt, o único herdeiro sobrevivente da família com riqueza suficiente para fazer parte da lista de bilionários da Forbes (é número 92 nos Estados Unidos). O negócio da família, Hunt Oil, permanece entre as maiores companhias petrolíferas privadas no país. Hunt e sua esposa injetaram mais de US$ 2 milhões em apoio a Jeb Bush.

 

Sócios Financeiros, Adversários Políticos

 

Eles podem discordar sobre política, mas ganharam fortunas juntos. O investidor de fundo de hedge George Soros, que ganhou US $ 1 bilhão em uma aposta contra a libra esterlina em 1992, é um proeminente doador liberal e filantropo que doou US $ 1 milhão para um Super PAC de apoio a Hillary Clinton. Seu parceiro de negócios foi Stanley F. Druckenmiller, que se tornaria um gestor de fundos de hedge proeminente , e que agora está próximo do Governador Chris Christie de New Jersey, um republicano.

 

O Sr. Druckenmiller é um forte defensor da redução de gastos com programas sociais, que ele chamou de “idosos atuais roubando idosos futuros”. Ele aportou mais de US$ 300 mil para apoiar Christie, Jeb Bush e o governador John R. Kasich, de Ohio.

 

Dinheiro Misterioso

 

Algumas das maiores doações vieram de doadores cujas origens e ocupações eram difíceis de determinar a partir de registros públicos. Um homem chamado Chen Shu Te deu US$ 500 mil para a Right To Rise USA, um Super PAC de apoio a Bush. O comitê disse à Comissão Federal Eleitoral que o Sr. Chen vive em Hong Kong, mas os registros públicos revelam quase nada sobre ele, ou mesmo se ele é um cidadão americano (titulares de green cards podem contribuir, mas outros estrangeiros não podem).

 

Centenas de milhares de dólares em outras contribuições vieram de empresas de responsabilidade limitada, cuja propriedade não é clara. Entre eles está TH Holdings L.L.C, que compartilha um escritório de Nova York com a Neuberger Berman, empresa de gestão de investimentos dirigida por um primo de Bush. Mais de uma dúzia de outros empregados ou executivos da empresa têm feito doações para a campanha de Bush ou o Super PAC, mas sob seus próprios nomes.

 

A Realeza de Dallas

 

O bairro de Preston Hollow, em Dallas, onde residem o ex-presidente George W. Bush e outros líderes republicanos, responde por cerca de US$ 13 milhões em dinheiro que fluem para os candidatos presidenciais e os seus Super PACs.

 

Grande parte foi para apoiar Jeb Bush, que tem alavancado a sua família e suas conexões políticas, tanto na Flórida, onde ele era governador, como no Texas, onde seu irmão George governou. Mas alguns dos maiores doadores do bairro apoiaram o governador Rick Perry, do Texas, que depois caiu fora da corrida.

 

O proprietário do gasoduto de Dallas, Kelcy Warren, doou a um Super PAC de apoio ao comitê de Perry cerca de US$ 6 milhões, enquanto que um outro vizinho, Darwin Deason, contribuiu com $ 5 milhões.

 

A Esquerda Endinheirada

 

Muitos dos maiores doadores para Super PACs de Hillary tem laços com a Aliaça da Democracia, uma associação que tem se esforçado para construir uma “infra-estrutura progressista” de grupos de esquerda, grupos ativistas e organizações de base.

 

Eles incluem o Sr. Soros, um dos membros fundadores da aliança; um companheiro investidor de fundos de hedge, S. Donald Sussman; e Stephen M. Silberstein, um programador de San Francisco que fez fortuna desenvolvendo os sistemas de computador para bibliotecas.

 

Clinton também é apoiada por Amy Goldman Fowler, uma filantropa e herdeira de uma fortuna do ramo imobiliário de Nova York, e Patricia A. Stryker, uma participante de um grupo influente de doadores progressistas do Colorado, conhecidos como “The Gang of Four”.

 

 

Fonte: The New York Times – 10/10/2015

 

Foto: 123rf.com

 

 

 

 

Jornalistas, publicitários e especialistas em comunicação política trazem informação e análise para o debate público da atividade.

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