O Partido Progressista levou ao ar nesta quinta-feira (30), em rede nacional de rádio e televisão, o seu programa partidário do primeiro semestre de 2015. Com a emissão, mais da metade dos 32 partidos políticos registrados no TSE tiveram acesso aos principais meios de difusão no país, para expor as suas mensagens à cidadania.
O tema central do programa foi a violência no país. Para defender a redução da maioridade penal, o PP utilizou a linguagem dos programas policiais vespertinos da televisão comercial, com um apresentador imitando o estilo de José Luiz Datena.
O escalado foi o jornalista Ieldyson Vasconcelos, da TV Meio Norte, de Teresina-PI. Ele repetiu o bordão “põe no ar”, com o duplo sentido de comandar a exibição de vídeos e de pedir ao Congresso que aprove o polêmico projeto de lei. “As leis brasileiras garantem direitos demais e isso estimula a impunidade”, entende o partido e disse o apresentador.
O programa apresentou depoimentos de cidadãos sobre os problemas de segurança que enfrentam em seu cotidiano. Entre os líderes partidários que falaram, alguns estão envolvidos na Operação Lava Jato. O PP, quarta maior legenda do país, é a que tem mais parlamentares investigados por participação no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.
Um deles, o deputado Arthur de Lira (AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara, afirmou que o PP apoiou a aprovação da admissibilidade da proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Outro investigado, o senador Benedito de Lira (AL), pai de Arthur, disse que o desenvolvimento do País tem relação com as medidas propostas pelo PP.
O presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), o senador Gladson Cameli (AC) e os deputados Waldir Maranhão (MA) e Eduardo da Fonte (PE), todos alvos de investigação na Lava Jato, também apareceram no programa de 10 minutos.
Mais de 24 depois da emissão, a peça ainda não estava disponível no site do PP. A TV Progressista exibia programa partidário de 2014.
Foto: Reprodução do Vídeo