O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) exibiu nesta quinta-feira (23), em rede nacional de televisão e no rádio, seu programa partidário do 1º semestre de 2015. Oposição de esquerda do Governo Dilma, o partido propôs uma greve geral no país para derrubar o PL 4.330/04, que regulamenta a terceirização da mão de obra, e as MPs 664 e 665, que afetam direitos dos trabalhadores.
“As centrais sindicais não podem negociar a aprovação dessas medidas no Congresso. É preciso rejeitá-las integralmente. É preciso uma greve geral para derrubar o PL 4330 e as MPs da Dilma”, defendeu o presidente nacional do PSTU, o metalúrgico Zé Maria.
No programa, o PSTU combateu o argumento do Governo Dilma de que a política de ajuste fiscal é a única saída para que o país supere a crise econômica. O partido defendeu a suspensão do pagamento da dívida pública.
“Essa dívida com seus juros de agiota já foi paga várias vezes. Ela consome quase metade do orçamento anual do país. Dinheiro da saúde e educação vai para meia dúzia de banqueiros. Só no ano passado esse dinheiro daria para construir mais de 10 milhões de moradias populares. Com o ajuste, o governo quer dar mais 100 bilhões aos banqueiros”, argumentou Zé Maria.
O PSTU ainda defendeu como saída para crise econômica a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, para combater o desemprego; a reforma agrária e a estatização das empresas de agronegócio, para baratear o preço dos alimentos.
Sobre a crise política que vive o país, com o governo amargando baixos índices de popularidade e a oposição de direita apresentando-se como alternativa ao PT, o PSTU apontou que “só um governo dos trabalhadores, sem patrões e banqueiros, pode fazer as mudanças que o Brasil precisa”.
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