Comunicação para o Político é como o oxigênio que ele respira. Se parar morre. Toda e qualquer ação política passa pela comunicação.
O conceito de Comunicação Política e Pública nasce com o advento da Assessoria de Imprensa. Segundo Kopplin e Ferrareto, esse nascimento está associado a dois aspectos fundamentais: a necessidade de divulgar opiniões e realizações de um indivíduo ou grupo de pessoas, e a existência de um conjunto de instituições conhecido como meios de comunicação.
O primeiro vem de muito longe. Está presente nas cartas circulares com decisões e realizações da dinastia Han, na China, em 202 a.C. O segundo já pode ser notado a partir do século XV, mas, no entanto, somente trezentos anos depois a imprensa poderia ser denominada de massa, com a invenção da rotativa, em 1811, e do linotipo, em 1885. O pioneirismo na criação da primeira Assessoria de Imprensa governamental é dos políticos norte-americanos.
A Comunicação Política nasce da necessidade da interlocução entre população e políticos, de forma que se faça um intercâmbio de informações que possa levar a elucidação das ações políticas ao público. A ideia central é mostrar que, sem a interlocução entre população e político, e político e população, a democracia perde sua essência vital, ou seja, a interatividade entre as partes mais importantes na construção, manutenção e consolidação de um estado democrático.
A abordagem central é a comunicação entre os entes políticos no mandato e a população de qualquer país que queira construir e solidificar sua democracia. A comunicação política é ação, o imediatismo, o contato e interação que produz resultados reais, em prazos delimitados (Ralph Murphine).
Em qualquer partido político, organização governamental ou parlamentar, a comunicação pública e política é peça central. Não apenas para combater momentos de crise, como para orientar públicos interno e externo, funcionários, assessorias e departamentos técnicos sobre objetivos, filosofia da instituição ou do político, estratégias etc.
Nesses períodos de transformação e profundas mudanças conjunturais e políticas, a comunicação é essencial. Não se pode esperar que apenas a grande mídia comunicasse para a população os assuntos políticos.
Para Alejandro Pizarroso Quintero, existem três tipos de políticos, com os quais os profissionais do marketing terão de se confrontar: 1) aqueles que não entendem o fenômeno da comunicação e não atendem aos conselhos dos consultores; 2) aqueles que são um puro produto de marketing e 3) aqueles que têm personalidade e inteligência para atender a esses conselhos (Público – 06/04/1998).
Ao fim de alguns meses, independentemente da relação inicial, todos percebem que é vital o papel desempenhado pelo líder e o seu envolvimento na política de comunicação. Numa sociedade fortemente mediatizada, os líderes são o elemento central da atividade política.
Infelizmente a maioria dos políticos e suas assessorias colocam a comunicação política a serviço do político e não do cidadão. Isso se chama difusão do EGO. Fazem da comunicação ferramenta de propaganda e não de informar que seus atos beneficiam a população, e onde está esse benefício.
Finalizando, a comunicação política, quando bem feita, cumpre papel importante ao contribuir com informação correta, plural e democrática para que o cidadão possa refletir sobre o mundo que o cerca e assim exercer a cidadania.