O jornal Folha de S.Paulo teve acesso antecipado ao programa partidário semestral que o PSDB veicula esta noite, em cadeia nacional de rádio (às 20h00) e televisão (20h30).
Matéria assinada por Daniela Lima circula desde as 2h00 de hoje, quando foi publicada no portal do jornal, com detalhes sobre o conteúdo do programa. Às 14h30 foi atualizada, com a inclusão do vídeo integral do programa, indisponível no próprio site do PSDB.
A Folha assinala que o programa começa exibindo um panelaço e constitui “uma das maiores ofensivas públicas já produzidas pelo partido contra o PT”.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do PSDB, cobra a investigação das responsabilidades da presidente Dilma Rousseff no escândalo de corrupção da Petrobras. “O Brasil precisa saber definitivamente quem roubou, quem mandou roubar e quem, sabendo de tudo, se calou ou nada fez para impedir”, diz o líder tucano.
O jornal avalia que “o mais duro ataque ao petismo vem da boca do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”. Segundo a matéria, FHC usa de forma irônica o bordão de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que “nunca antes na história desse país se roubou tanto em nome de uma causa”.
O programa insiste na tese tucana de que a presidente Dilma mentiu para obter a reeleição. Argumenta que ela governa apenas no interesse do PT, embora esteja à frente de uma coalisão que envolve diversas legendas. “Contra um governo que é a favor de um partido, uma oposição que é a favor de um país”, diz um trecho.
O PSDB critica Dilma por, supostamente, retirar direitos dos trabalhadores e por dizer que a inflação estaria controlada. Critica também o ajuste fiscal, sustentando que o governo “passa a conta de seus erros” à população e que “economiza no cafezinho, enquanto o povo corta comida em casa”.
Segundo a Folha, o PSDB procura “vacinar” a audiência contra as presumíveis críticas de aliados do governo, de que está engrossando um coro “golpista”. Observa que Aécio, ao encerrar o filme, afirma seu respeito à decisão das urnas em 2014, mas lembra que “o país também elegeu uma oposição”. O senador diz que, “para nós, palavra empenhada numa eleição é para ser honrada”.