Elio Gaspari comenta em O Globo:
A reforma política que a Câmara mandará ao Senado ainda é uma criança e pode até acabar bem. Entendendo-se que o Congresso é um poder da República e não uma assessoria, o que os deputados decidiram pode não agradar, mas reflete uma vontade. Se falta consenso, consenso falta. As matérias aprovadas irão ao Senado, e o que for mudado voltará à Camara.
Sepultou-se o sonho petista do voto de lista. Parece pouco, mas ele quase foi instituído em 2007. Tudo indica que começará a acabar a reeleição. Na essência, fica tudo mais ou menos como está.
Restam dois espinhos: o financiamento encapuzado de candidatos por meio de doações de empresas a partidos e a proliferação de siglas amarradas às tetas do Fundo Partidário.
O primeiro pode ser resolvido na regulamentação. O segundo é mais difícil, mas pode-se restabelecer uma cláusula de barreira séria, negando sobrevivência aos partidos que não tiverem 5% dos votos nacionais e 3% dos votos em nove estados. Isso já foi aprovado pelo Congresso, e quem liberou geral foi o STF.
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Foto: Insomnia Cured Here / Flickr