Em seu segundo programa nacional em cadeia de rádio e televisão neste ano, transmitido na noite de ontem (20), o Partido Democrático Trabalhista aproveitou o tempo garantido pela Lei 9.096/95 para hastear suas bandeiras históricas. O trabalhismo e a educação foram os assuntos principais, numa peça que fez diversas críticas veladas à atuação dos parlamentares da base aliada e da oposição.
O presidente do partido, Carlos Luppi, lembrou a campanha O Petróleo é Nosso, da década de 1950. O exemplo foi usado para denunciar os projetos de privatização da estatal, debatidos no Senado Federal nestes últimos meses.
André Figueredo, deputado federal e líder do PDT na Câmara, argumentou que a privatização do Pré-Sal pode diminuir as verbas da educação. O deputado menciona a atuação do partido na aprovação das regras de partilha do petróleo de águas profundas, que destinam 10% do montante obtido na exploração para o financiamento da educação.
Outro projeto lembrado pelo programa é o de federalização da educação básica. Nas palavras do senador Acir Gurcaz, líder do PDT no Senado Federal, a federalização tem como objetivo garantir mais dinheiro e condições menos discrepantes para as escolas infantis e fundamentais do país.
A juventude do partido marcou presença criticando o projeto de redução da maioridade penal para 16 anos. O projeto foi aprovado em segundo turno nesta semana pela Câmara. Mas o PDT registrou que não acredita que esta seja a melhor saída para conter a criminalidade de menores de idade.
O PDT se esforçou para apresentar uma solução para a violência, a juventude e a criminalidade. Citando os exemplos de investimentos do ex-governador Leonel Brizola, lembrado pela construção de milhares de escolas no Rio Grande do Sul, em seu mandato naquele estado nos anos 1960, e pelo projeto pioneiro dos CIEPs no Rio de Janeiro, que governou depois, nos anos 1980. O PDT defende o investimento em educação dentro dos centros de internação para jovens infratores.
O programa trouxe ainda lideranças do movimento negro do PDT, para cobrar ações mais efetivas contra o assassinato de jovens negros nas periferias. O movimento de aposentados, pensionistas e idosos também teve espaço na peça e centrou suas críticas nas já aprovadas MP 664 e 665. Esses instrumentos ampliam a terceirização da mão de obra e alteram as regras de aposentadoria, aumentando a idade mínima para a obtencão do benefício.
Em contraste com as críticas dirigidas ao parlamento, o PDT trouxe para o programa o ministro do trabalho e membro do PDT, Manoel Dias. Ele lembrou os esforços da pasta para proteger o trabalhador, com o Programa de Proteção ao Emprego.
Assista aqui o segundo programa nacional do PDT em 2015:
Foto: Reprodução do Vídeo