Criado em 2009 e oficializado pela Justiça Eleitoral em 2011, o PPL – Partido Pátria Livre é a legenda mais recente das 32 em exercício no país. Ontem (2) foi a ar, em cadeia nacional de rádio e televisão, seu programa partidário semestral, com cinco minutos de duração, como ainda lhe garante a Lei 9.096/95 .
Sem bancada no Congresso ou outros cargos de projeção nacional, o PPL aproveitou seu tempo de TV para se somar à já longa lista de partidos que fazem oposição ao governo federal. Mas, curiosamente, não apresentou nenhuma crítica à reforma política em votação na Câmara Federal, que instituiu uma cláusula de barreira que o exclui do rádio e da televisão, e também veda seu acesso aos recursos do Fundo Partidário.
O presidente nacional do partido, Sérgio Rubens, defendeu a posição de que o governo liderado pelo PT é um governo de “traição nacional”. Fez uma leitura da situação política e econômica, mirando nas medidas de austeridade econômica definidas pelo ministro Joaquim Levy e defendidas pela Presidente Dilma.
Mas Rubens ressalvou que o projeto de Aécio Neves também não apresentaria solução para os problemas enfrentados hoje pelo país. Segundo ele, apenas a mobilização e força das ruas pode trazer mudanças.
Chama atenção na comunicação do partido, em seu site, e ficou claro também no programa o alinhamento do PPL com o movimento da Rede Sustentabilidade e a candidatura derrotada em 2014, de Eduardo Campos e Marina Silva. A foto do político pernambucano, morto de maneira trágica no início da eleição do ano passado, foi usada para abrir o programa, junto a uma galeria de notáveis da política nacional: Tiradentes, Getúlio Vargas e Tancredo Neves.
O programa do partido também deu espaço ao líder sindical da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Ubiraci Dantas. Ele criticou a política de juros e de baixo investimento do governo no setor produtivo.
Assista aqui o programa nacional do PPL:
Foto: Reprodução do Vídeo