Você acredita que Bolívia, Equador, Paraguai, Venezuela, Colômbia, México, Uruguai ou Argentina são melhores que o Brasil? Em desenvolvimento humano, industrialização, pujança, grandeza de suas cidades, agricultura, belezas naturais, simpatia do povo, você acha que esses países são muito melhores que nós?
Você trocaria o Brasil para morar em algum desses outros países? Você acha que seus povos tem muitos motivos a mais de se orgulhar do que nós, brasileiros?
Claro que não. Tirando um ou outro ítem pontual, somos melhores que todos eles. Pergunte a um europeu, americano ou asiático: qual é o melhor país da América Latina? Duvido que, de cada 10 respostas, 9 não digam Brasil. Até nosso hino é mais bonito do que todos.
Assistindo aos jogos da Copa América de Futebol, vejo jogadores e torcedores de todos os demais países da América cantando a todos pulmões, orgulhosos, o hino de seus países, antes do início dos jogos. E nós, torcedores ou jogadores, apenas movemos lentamente os lábios, quase que sussurrando envergonhados o nosso hino, com honrosas exceções.
Por que esses povos de origem hispânica, apesar de seus enormes problemas, muitos deles superiores aos encontrados no Brasil, têm tanto orgulho de cantar o hino de suas pátrias e a gente não? Porque existe no nosso país, há centenas de anos, um eficiente marketing político às avessas.
Nas residências, nas escolas ou, principalmente, nos meios de comunicação, faz-se o marketing político do complexo de vira-latas. Não se ensina, nem se dá valor ao amor pelo nosso Brasil. E, por conseguinte, não se cultiva a ideia de lutar e defender a nossa pátria.
O que mais se ouve em escolas, dentro das casas, nas mesas de bares e restaurantes, e principalmente nos meios de comunicação, é a ridicularização do nosso país. Por nós mesmos, no maior exercício sado-masoquista de lesa-pátria.
Sem qualquer nefasto ufanismo patriótico dos tristes tempos de ditadura militar, amar, valorizar e lutar pelo seu país são fatores imprescindíveis para que ele seja grande mesmo! Não é desprezando o que é nosso que vamos resolver nossos problemas.
Meses antes da Copa, a imprensa papagueou insistentemente, aos quatro cantos, que teríamos vergonha de ser brasileiros, durante o evento. O resultado foi exatamente o contrário do que foi dito e repetido durante meses. Os turistas estrangeiros saíram daqui ainda mais admirados com o nosso país.
Pena que, dentro do campo, o mesmo não aconteceu. Mas isso a nossa imprensa não previu! E depois da Copa, nem uma só linha ou frase, com o reconhecimento dos erros grosseiros cometidos. No que eles diziam que ia dar errado e no que diziam que ia dar certo!
Como brasileiro, já estou cansado de ouvir, ler, observar que nosso país parece Judas em dia de malhação! Enquanto isso, paraguaios, bolivianos, equatorianos e outros irmãos latinoamericanos continuam esgoelando, orgulhosos, os hinos de seus países. Parabéns para eles e pêsames para o nosso histórico marketing político às avessas, praticado pela mídia e outros mais.
Eu continuo com o meu orgulho de ser brasileiro. Afinal, o Brasil foi a terra de meus pais e avós, e continuará sendo a minha terra e de meus filhos, netos, bisnetos…
Nada mais lógico de continuar acreditando e lutando para que nosso país seja cada vez melhor. E vamos cantar com orgulho nosso hino, independente do que vai ocorrer dentro de campo. Da política ou do futebol.