Se há uma que coisa não se pode dizer em 2015 é que os brasileiros não se interessam por política. As ruas e as redes sociais são provas disso. A crise, o impeachment, a corrupção, a reforma política, a redução da maioridade penal, a ideologia de gênero, a bancada da bala, o estado laico, o proselitismo religioso, etc etc etc. A lista de temas em pauta é longa.
Verdade também que os partidos, da oposição e da situação, têm encontrado dificuldade para organizar e conduzir as pautas nos debates virtuais e nas manifestações. Dias atrás, por exemplo, vimos mais duas marchas e muita gente confusa.
Defensores da democracia dividiam as ruas com saudosos da ditadura. Defensores do governo criticavam a agenda econômica da presidente, enquanto a apoiavam contra as tentativas de golpe, processos de impeachment, pedidos de renúncia e não se sabe mais o que. Fato é que a frase atribuída a Tom Jobim – “o Brasil não é para principiantes” – está muito viva no debate público atual.
Porém, em meio ao caos do real, surge uma alternativa. Uma página bem humorada do Facebook brinca com a crise de representatividade das atuais legendas e oferece uma irresistível alternativa a elas: o Partido Surrealista Brasileiro, ou PSuB.
A página da “organização” oferece uma resenha divertida do que anda rolando por aí, nas redes e nos corações confusos dos brasileiros. É um bom endereço para quem acha que todo político é igual, ou para quem simplesmente quer levar as coisas menos a sério.
Sob o lema A luta continua! Até a confusão dos últimos normais!, o PSuB usa a linguagem de um programa partidário para fazer comentários sobre a situação política e os assuntos populares nas redes sociais. Dialogando com os anseios mais profundos da população, suas propostas são originais e muito próximas dos interesses do dito cidadão comum. Embora todas elas sigam a linha consagrada na Paris revoltada de 1968: “Sejamos realistas, peçamos o impossível!”
A página já tem mais de dez mil seguidores e inúmeras propostas e bandeiras, que vão desde o aumento da felicidade e do sexo no dia a dia a temas bastante discutidos, como mobilidade urbana, ecologia e a agenda econômica. Confira abaixo alguns exemplos do humor psubista e atenda à convocatória do partido: “Unte-se” ao surrealismo nacional.





