Ministros do Tribunal Superior Eleitoral consideram um “atraso” as mudanças introduzidas pela reforma eleitoral em votação na Câmara Federal. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a crítica foi feita depois que os deputados aprovaram a obrigatoriedade de impressão dos votos registrados na urna eletrônica, e também a “quarentena” para que as resoluções do TSE tenham efeito prático.
Os integrantes do tribunal ouvidos pelo jornal dizem que a impressão dos votos vai aumentar os custos das eleições, porque será necessário produzir 220 milhões de comprovantes e isso obrigará a troca das atuais urnas eletrônicas. O TSE acha difícil aplicar a medida já nas eleições municipais de 2016.
Os ministros também criticam a “quarentena” de um ano e meio votada na Câmara, para que resoluções editadas por eles tenham efeito prático. Os políticos reclamam que o TSE costuma mudar as regras em cima das eleições, dando novas interpretações da lei, e por isso estabeleceram o prazo. Mas os ministros dizem que a decisão dificulta as ações da Justiça Eleitoral, “ao restringir o espaço que os tribunais terão para avaliar cenários e fixar normas.”
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