Apesar do alarde em suas redes sociais e da repercussão das visitas que seus líderes vêm fazendo a políticos como Fernando Henrique Cardoso, o PSOL-Partido Socialismo e Liberdade não usou seus horários de rádio e TV para dar visibilidade à campanha Querem Calar o PSOL.
O partido está mobilizado contra a medida aprovada pela Câmara Federal, na votação da reforma política, que veda o acesso à TV para as legendas com pouca ou nenhuma representação no parlamento. Mas essa polêmica passou ao largo do programa veiculado nesta terça feira (1º), em rede nacional de TV e rádio. Foi a segunda veiculação de programas do PSOL neste ano, como parte da cota de propaganda política obrigatória garantida pela Lei nº 9095/96 – e ameaçada pelas novas regras aprovadas na Câmara.
A peça publicitária seguiu o mote O PSOL Não é Qualquer Partido, que procura diferenciar a legenda do governo e da oposição. Suas figuras de expressão, como o deputado federal Jean Wyllys e a ex-candidata a Presidência Luciana Genro, participaram do filme para reforçar a ideia de um partido diferente dos demais, que defendeu nas últimas eleições o fim do financiamento privado de campanhas e um Congresso mais representativo. Nas palavras do deputado federal Chico Alencar, o PSOL é hoje “um peixe na piracema”, lutando contra a correnteza da política nacional.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) citou o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, como exemplo do que há de pior na política brasileira. No discurso do PSOL, as manifestações de rua são fruto de uma crise de representatividade, em particular de um Congresso que não espelha a população brasileira e sua diversidade. O programa apontou o pequeno número de parlamentares negros e de mulheres em ambas as casas.
O programa criticou também o governo federal, por suas alianças com setores que são contrários aos interesses dos trabalhadores, citando nominalmente os ministros Joaquim Levy, da Fazenda, e Kátia Abreu, da Agricultura. Em vários momentos da peça, o PSOL sublinhou que a crise econômica tem favorecido os grandes bancos e penalizado os trabalhadores.
Outro destaque do programa foi mostrar a atuação do PSOL e de movimentos sociais que se identificam com ele. Estudantes, militantes LGBT, feministas, movimento negro e o MTST ganharam voz no filme do partido, como exemplos de participação política e de resistência.
Confira aqui o segundo programa partidário do PSOL em 2015:
Foto: Reprodução do Vídeo