PCO vai à TV denunciar golpismo e critica Cunha

Ontem, 30 de junho, foi ao ar o programa nacional semestral do Partido da Causa Operária, o PCO. Com inserção garantida pela Lei 9096/95 , a peça foi transmitida em cadeia de rádio e TV, ocupando cinco minutos da programação (e não dez minutos, tempo concedido aos partidos maiores).

 

A linguagem tradicional e os recursos limitados mantiveram o programa no “feijão com arroz” da comunicação política: muita falação e pouca atratividade. O destaque foram os discursos em denúncia da suposta ação golpista de setores de oposição e da direita, no espectro político brasileiro.

 

Exibindo imagens das marchas contra a corrupção e pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PCO acusou os grupos organizadores de antidemocráticos e apontou o que o partido enxerga como um evidente plano de golpe. Citou ainda a atuação do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, para condenar as práticas antidemocráticas no Congresso Nacional.

 

O ataque a Cunha não foi gratuito. Uma das propostas aprovadas em primeiro turno na reforma política capitaneada pelo presidente da Câmara institui a cláusula de desempenho, ou mais propriamente uma cláusula de barreira, exatamente para dificultar o acesso de pequenas agremiações a recursos que hoje usufruem. Pela decisão da Câmara, que ainda aguarda um segundo turno de votação e depois irá ao Senado, os partidos que não têm deputado federal ou senador perdem acesso ao tempo de rádio e TV, assim como ao dinheiro do Fundo Partidário. É o caso do PCO, além do PSTU, do PCB e do PPL.

 

O partido também deixou claras no programa as suas críticas ao governo federal. Nas palavras de Antônio Carlos da Silva, da direção nacional, “o PCO não apoia a política de Lula e seu governo, nunca apoiou. Mas não pode se calar contra este atentado contra as liberdades democráticas de todo o povo.”

 

O programa enfatizou que o governo do PT tornou-se refém da direita, ao colocar em seu governo o ministro Joaquim Levy, da Fazenda. Criticou as posições do PT e dos partidos de direita que prejudicam os trabalhadores, atacando o projeto que regulamenta a terceirização da mão de obra e o ajuste econômico em curso no país, por gerar arrocho.

 

As propostas do PCO surgiram na boca das lideranças jovens e de sindicalistas. Trouxeram uma pauta que pouco aparece na televisão e o que o partido chama de “um programa para os trabalhadores”. Entre outros temas, essa pauta pede a extinção da polícia militar e o fim do assassinato de jovens e negros nas periferias, além do fim do monopólio nas comunicações.

 

Na contramão dos grandes partidos, o PCO defendeu a estatização da Petrobrás e a redução da jornada do trabalho para 35 horas. Também apresentou uma tradicional proposta da agremiação, de fixação do salário mínimo em R$ 3.000, concluindo o programa com um chamado ao engajamento e à mobilização dos trabalhadores.

 

 

 

Foto: Reprodução do Vídeo

 

 

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